É notório observarmos nas redes sociais (twitter, orkut, facebook entre outras), designers afirmando  “estar” ouvindo músicas durante nas horas de trabalho em escritórios, empresas ou mesmo em home-office.  Ouvir música, tem-se tornado um hábito cultural nos ambientes criativos. E de certa forma, tem conduzido o espírito criativo de profissionais de design e artes para uma situação mais leve, proprícia ao ato criativo.

Mas há outro lado, quando ouvimos (involuntariamente) música que não gostamos, afinal ninguém gosta de 100% de tudo. Partindo deste ponto, será que a música ajuda ou atrapalha? Em muitos casos, ajuda o processo criativo de cada profissional, pois criar é um ato solitário (e pessoal) e a música “embala” o processo, alivando de certa forma a carga psicológica que envolve tempo e as urgências de mercado.  Porém, é complicado ouvir algo que detestamos, e  isso acaba com a produtividade ou até a concentração de um profissional ou equipe criativa. Em alguns casos, use fone de ouvidos e seja feliz com sua música e projeto.

Musica para criatividade
Ouvir “música” colabora para o processo criativo, é fato.  Imagine-se trabalhando com o projeto complexo de um documentário audiovisual, no qual irá produzir o material promocional (encartes, cartazes entre outros) – a trilha sonora contida no documentário (assim como o release do cliente) vai cadenciar o ritmo visual (cores, texturas, etc) do job.

A música é uma ferramenta quase imprescindível para o designer moderno, raramente conheço profissionais que curtem trabalhar no mais absoluto silêncio.  Em alguns escritório chega a ser um consenso que não dá.  Em agências e escritórios, é facil perceber iPods, iPhones, Caixas de Som, Rádios, pilhas de Cds, tvs e fones de ouvidos nas mesas/baias de designers.

Conheço profissionais que ditam a trilha Sonora do dia por influências, por gostos ou por dicas de amigos, ou por simples curiosidade a ouvir músicas novas, tal como o apego e desapego de uma idéia durante o processo criativo de um job.

É interessante vermos designers que viram músicos, ou músicos que viram designers, tal a proximidade das áreas. Cito aqui alguns profissionais: em Manaus (Am), o Markeetoo que produz o material de banda de rock Ed Ondo de excelente qualidade gráfica e visual, no campo internacional, o músico Gerard Way (My Chemical Romance) que ilustra HQ em parceria com um brasileiro, e um dos casos mais famosos no rock nacional: Paula Toller (Kid Abelha) aos 17 anos antes da banda, cursou  Desenho Industrial na PUC/Rj.

A música sempre vai ser um campo fecundo para a criatividade dos designers. Para alguns, conduz o processo criativo e vida, outros por preferirem a sua total ausência. E neste último caso, usem fones de ouvido. Não perturbem o processo criativo alheio!