Vivemos no olho do furacão digital, tal é a profusão de dispositivos que exigem interfaces: celulares, browsers, tv digital, quiosques eletronicos (caixas de banco ou auto-atendimento), dispositivos de mídia entre outros. Mais isso nos leva a uma pergunta, tão importante quanto afirmação anterior: Qual o real papel do designer? orientar? projetar? ou simplesmente ajudar outros profissionais envolvidos no desenvolvimento de interfaces para mídias e serviços digitais?

1. Será o designer o único profissional responsável por interfaces digitais?

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Ouvi esta pergunta e também diversas respostas, quer sejam em seminários, blogs, programas de tv ou mesmo podcasts pela internet – o designer é um profissional ligado a tecnologias, e grande parte do “salto” do webdesign se deve, em parte, a ele. Antes de existir o design na web, já existia o webdesign, uma estética “não desenvolvida por designers”, mas por webmasters ou alguns serviços de hospedagens que ofereciam tal serviço “a custo zero”. Com a inserção dos profissionais de design nós ultimos 15 anos, o processo do design de interface se profissionalizou de um jeito, que hoje vemos a mudança do termo “webdesigner” para “Designer de Interface” ou “UX Designer”, fato facilmente observado em seminários, encontros, congressos e em diversos sites na internet. Com a web 2.0 um novo profissional de design surgiu: o Designer de Interface.


 

2. Entendendo a mudança do paradigma profissional

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Nos anos 90 temos o Webmaster era o responsável pelo desenvolvimento, manutencão e hospedagem de sites. Dez anos após, surge Webdesigner (o responsável pelo projeto de navegação de um site, e o webmaster passa a gerente de T.I.) e agora o Designer de Interface (o profisisonal que planeja, controla e analisa o processo de interação entre uma interface (de produto/serviço) e o usuário, quer seja em sites ou disposivos móveis, como celulares ou PDAs). Em parte devemos compreender que a evolução tecnológica da web 2.0 trouxe outras ferramentas e novas  situações que exigiram a mudança do perfil profissional do design (até então, webdesigner).  Projetos extremamente complexos, e agora possíveis de controle e estruturação (a mudança nos layouts como implemento do CSS2 e agora CSS3). O designer trabalhando como SEO de sites: planejando passos e estratégias digitais para um melhor acesso/divulgação de empresas e anunciantes. Também em  parte, devemos ao Google este momento. De 1998 até os dias atuais, ele lançou dezenas de inovações e tecnologias que ajudaram a alavancar a web 2.0, entre as quais, o Google Analitcs que é uma ferramenta imprescindível para o acompanhamento escalonado de acessos a sites, compreensão de problemas relacionados a interfaces (entrada e saída de visitantes) quer seja, por browser, smartphones, netbooks e agora bookreaders (iPad, Tablet entre outros) – o famoso SEO. E o surgimentos de outras ferramentas como o “mapa térmico” para detectar áreas do site em que há mais cliques.  Estas ferramentas estão disposição todos de forma gratuita e intuitiva. Na web 2.0 o conteúdo não é mais o rei, o usuário é que tem esse papel.


 

3. Ensino, Internet e ferramentas

5smartÉ categórico afirmamos que as faculdades apenas preparam o acadêmico para 70% da realidade quando falamos de web, os outros 30% estão na própria internet, todos os dias. Livros sobre webdesign com mais de 5 anos já são considerados “superados” em função de tecnologias terem agregado novas características aos projetos web que nunca imaginariamos: a colaboração e autoria (web 2.0). Hoje qualquer um, graças as ferramentas 2.0 pode montar um site com estrutura de portal com poucos cliques, dispor de servidores velozes (e robustos) que garantem 99% de permanência on-line para tráfego pesado. Seu professor já falou isso a você?  Sobre o que é drupal, joomla, blogger e wordpress? E o uso do Twitter? você acha modismo? Acredite a web 2.0 veio pra ficar, e já está mundando muitos modelos de negócios! Há 5 anos atrás, os blogs era considerados conteúdos “não-profissionais”, hoje em alguns casos, é um canal de relacionamento entre consumidor e empresas, podendo em algus casos, ser a felicidade ou infelicidade de algumas empresas.


 

4. O design de interface e a evolução dos Smartphones

Em 2004,  a tecnologia WAP! era considera por alguns como “a via de acesso” dos celulares a internet, o que não vingou. Apesar do apoio das operadoras de telefonia, a tecnologia era lenta os aparelhos incapazes de proporcionar uma boa experiência on-line.  Anos mais tarde, com o desenvolvimento da tecnologia 3G e com o ingresso de aparelhos com0 o iPhone (apple, 2007) no mercado, a experiência on-line foi possível.  o iPhone mudou o design dos aparelhos de telefonia, derrubando gigantes do setor (Nokia e RIM) e abocanhando o topo de vendas de smartphones no mercado até o presente momento.  E com a abertura do SDK para desenvolvimento de softwares baseados na interface do iPhone, um novo filão no mercado de software se mostrou a comunidade de desenvolvedores, modelo amplamente copiado por outras empresas, entre elas, as gigantes Nokia e Google.
Já encontramos plugins para wordpress e alguns outros serviços 2.0 que adequam sites e portais a tela do iPhone e demais smartphones, porém nem todas as soluções fabricadas tem agradado. Há muito ainda a caminhar para o design “responsivo”, ou seja, quando as interfaces se comportarão conforme o dispositivo.


 

5. Intefaces não convencionais: Tablets e iPad

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Um novo campo para games, livros e conteúdo se mostra aos desenvolvedores e designers quer irão atuar em projetos direcionados ao iPad e demais tablets do mercado. Jogos interativos, revistas, produtos educacionais e sites e conteúdos sofrerão profundas modificações conceituais e estruturais. Este é o panorama dos próximos 5 anos, e em pensar que um aparelho pequeno, comandado por gestos e pressão da ponta de dedos  está orquestrando uma nova evolução do design digital: iPad

E vamos falar francamente: navegar com os dedos é mais interessante que usar o velho mouse, outro periférico que está com os dias contados. A próxima evolução das interfaces se dirige às interfaces gestuais, e já estamos nela. Mais uma vez, graças a Apple.

Designer, Bem-vindo ao amanhã.