Domingo 25/10/2006
Como amar alguém que você nunca tocou?




A casa do lago, uma bela fantasia sobre o tempo e de como o amor prega peças.
Muitas pessoas reclamam de que o amor de sua vida nunca aparece, e que por força das circunstâncias vão se envolvendo com as pessoas erradas. Essa é a principal falar do personagem de Sandra Bullock no magnifico e sensível A Casa do Lago (2006) - um belo que filme que retrata (ainda que fantasiosamente) como o amor acontece em nossas vidas - de como a pessoa certa ás vezes passa na nossa frente, e de que as vezes, o momento (e o tempo) não é o certo para ambos sejam felizes. É nesse mote que o filme s desenvolve fantasiosamente. Os personagens estão separados por 24 meses (ela em 2006 e ele em 2004). Uma outra mensagem bacana do filme é que o amor só acontece para quem está preparado para compreendê-lo e senti-lo (!). Uma mistura meio que Efeito Borboleta (2004), Alta Frequência (2001)e Escrito nas estrelas (2001) - e convence. Talvez seja esse o filme em que Sandra Bullock tenha tido sua melhor interpretação. Mas não há como negar que o diretor trabalhou ao extremo seus personagens (Keanu e Sandra) e suas mazelas, para o dom dramático tocante ao filme, e consegue. Apesar do roteiro fantasioso (me lembra um pouco Charlie Krufman, O brilho eterno de uma mente sem lembranças) o filme se mantém graças a interpretação dos personagens - até se nota que se forma uma torcida durante o filme. A galera no cinema emudeceu em uma das cenas que o personagem (que nao vou falar o nome) perde seu pai. O filme é excelente. Uma bela e fantasiosa história sobre o tempo e o amor. Para encher corações e mentes de pura sensibilidade. Não perca, vá ao cinema e veja o quanto antes!
Na Vitrola: Paul McCartney: This Never Happened Before Escrito por Heleno Almeida - 21:03 PM Há anos não via um filme de ação tão recheado de moralismo, exemplos de autruísmo e extrema emoção quanto Superman - O Retorno (2005). Após anos de cobranças, em parte pelos fâs do homem de aço, e outra pela academia, em cobrar que a indústria do cinema americano investissem em herói ainda que imaginários (Homem-Aranha também é um execelente exemplo de heroi com larga bilheteria) para elevar o espirito das crianças e estimular a bondade. Superman sempre foi um herói que despertou isso. Pra inicio de conversa - não há flashback. A historia mostra um superman retornando de seu exilio no espaço, e tal como um viajante que retorna, vê tudo ao seu redor mudado, seu pai morreu e seu amor está casada com outro homem e e mãe de um garoto. Eis um grande momento para um herói como o homem-de-aço (o qual o diretor explora com grande maestria): aceitar sua fragilidade humana perante, mesmo sem jamais esquecer de quem é: um herói não-humano . E como, em toda boa historia sempre ha um vilão, tão tirânico e poderoso quanto herói de forma antagônica e proporcional- e Lex Luthor ressuge, após 5 anos preso por crimes. E só deseja a morte de Superman. no demais a história convence, empolga e tira o fôlego em algumas das cenas de CG e ação - as tomadas de computação gráfica (CG) são impressionantes, e graças as mesmas, você irá ver um superman que só viamos nos quadrinhos e que não vimos nas montagens toscas em superman I e II -desta vez ele ganha vida, felling com o expectador (quem assistir vai entender o que falo). Roteiro e direção afiadas fazem deste filme talvez um forte candidado ao oscar, talvez não por atuação dos personagens, mas por roteiro, som, montagem e computação gráfica. Karl-El nunca esteve tão real nas telas. Vá ao cinema, compre pipoca e refrigerante e saia, após o filme, com a idéia de que nem tudo no mundo está perdido (e que você pode fazer algo sobre isso). Superman é um dos poucos filmes que dá real noção de que cada um pode fazer algo pelo mundo, sem precisar ser "superherói", mas fazendo a coisa certa. Nota 10. Na Vitrola: Trilha Sonora- Superman III: O Retorno (2005). Sábado, 22 /04/2006 Quarta, 13/04/2006 Durante um certo tempo da vida, a gente tem
pressa. O tempo está do nosso lado e a gente sente ter todo o tempo
do mundo E então a vida é uma aventura Dá pra fazer tudo de bom hoje e deixar
tudo de chato pra fazer depois de amanha, se não fizer sol. Até
falar a gente fala mais rápido para poder falar e ouvir mais e mudar
de assunto e aproveitar melhor o tempo com os amigos. Nessa fase, a gente nunca sabe muito o limite
das coisas. Além de não aceitar muitos dos limites que nos colocam. E, nessa pressa de viver as coisas, nessa
intensidade em que vamos curtindo a vida, temos a sensação de
plenitude total e, provavelmente, estamos mesmo vivendo os melhores anos de
nossas vidas. Mas há um depois pra tudo. Tudo o que a gente faz tem
suas conseqüências. Num pedaço de nossas vidas temos a
impressão de que somos imortais. Tanto faz se dormimos duas horas por
noite e temos quinhentas coisas pra fazer no dia seguinte. Tanto faz se já
é a sétima garrafa de vinho, a que estamos abrindo. Afinal,
um porre é só um porre, amanhã a gente fica legal. "Ah, isso nunca vai acontecer comigo."
Você fala em assaltos, acidentes, gente que ficou aleijada, cega, gente
que morreu novinha ainda por bobagem, e ouve isso. A frase seguinte é:
"Ih, deixa de ser baixo astral!". E é engraçado que
todo mundo conhece gente que passa por essas coisas. E, mesmo assim, continua
pensando que isso só acontece com os outros. Na minha opinião,
as únicas coisas que só acontecem com os outros são:
ganhar na loteria e ser entrevistado por pesquisas de eleição
para presidente. Não conheço ninguém desses dois grupos.
O resto acontece com todo mundo o tempo inteiro. Só que, durante uma
certa época da vida, estamos apaixonados por ela e não queremos
ver as suas partes sombrias. Eu fico muito chateado quando vejo as coisas
que acontecem com gente nova, bonita e cheia de vida. E que acontecem por
causa dessa afoiteza de que estou falando. Coisas tristes que são frutos
dessa situação meio suicida que vivemos quando conseguimos ainda
nos imaginar aos trinta e desafiamos a sorte de tudo quanto é jeito.
Porque a vida pode ser um parque de diversões ou uma selva impiedosa,
depende de como levamos a coisa. Fatalidades existem, e não devemos
nunca pensar que estamos livres do pior. Todo mundo tem seu dia, eu sei, mas
não me conformo de ver gente que não viveu nada ainda perdendo
a vida ou parte dela. Por causa de imprudência no transito, com drogas,
excesso de coragem nos esportes, excesso de confiança na sorte... Eu sei que isso toca todo mundo. Ultimamente
tenho me aborrecido muito com histórias desse tipo. Gente que, sem
perceber, acabou se tornando suicida. E que, quando finalmente encontra o
que parecia estar procurando, deixa todo mundo em volta inconformado e surpreso. Sim, porque os que vivem ameaçando
se matar não são os que se matam de verdade. Esses são
os que estão com a sirene ligada, pedindo ajuda e atenção,
e expondo a própria dor e franqueza pra quem está perto. O outro
tipo é aquele que não tem motivo nenhum para queixas, é
o apaixonado ( aparentemente ) pela vida e que está tentando viver
intensa e perigosamente. Sabe, mocinha, existem muitas formas de se
viver intensamente e ousar coisas que ninguém nos imagina capaz. Você
acha que alguém da minha tribo imaginava que eu iria fazer alguma coisa
tocar no radio um dia? Pra não falar que eu também já
fiz alguns filmes e uma novela, que, bem ou mal, tiveram um certo sucesso,
né? Isso, além da Capricho, que eu considero um grande lance. Viver
intensamente Isso foi tudo invenção da minha
cabeça e eu posso me considerar um cara realizado. Pra quem não
se achava com vocação pra nada, até que eu fui longe.
E eu sei que nem de longe eu sou imortal. Nunca fui e nunca vou ser. Pelo
contrário. Até hoje eu caio em todos os buracos que aparecem
e, sempre que me machuco, eu berro mesmo. E muitas vezes eu faço coisas que não
dão certo. Muitas mesmo. Faz parte. E por isso nunca desisto. Imortal é ter sido, feito ou dito alguma
coisa brilhante. É como ser uma estrela guiando os viajantes com sua
luz através dos tempos. Ou - como eu já disse outro dia - é
ser fera em alguma coisa. E fim de papo. Imortal
é ser como uma estrela guiando os viajantes com sua luz através
dos tempos. Marcas
da vida... I
thought about Thought
about Now
I'm down Forgot
about So
I wonder how I never got the burn And
I wonder how I never got the burn And
I wonder how I never got the burn
.
Ter ça, 17/07/2006
Inspirador e necessário?


Há anos atrás vi Superman I e II e, nunca nesses tempos de computação gráfica e matrix a continuação de uma saga conseguiu reacender tanto o seu brilho no telespectador .
Escrito por Heleno Almeida - 19:09 PM
Terça, 13/06/2006
Seremos campeões da Copa?


Somos superiores tecnicamente em futebol, qualidade
de nossos craques e em conjunto - mas isso será suficiente
para vencermos pela sexta vez
?
Hoje assistindo ao amistoso Brasil x Nova Zelandia, aos 32 minutos do 1o tempo um miado 0 x 0 e eu me perguntei "Porque cargas dágua, o Brasil não está aplicando uma sonora surra nesse time?" Toda a mídia, tanto nacional quanto internacional veem o Brasil como o time dos sonhos. Uma especie de "Dream Time" igual aos americanos no Basquete - de longe o Brasil não tem reservas, tem um plantel de 23 jogadores com imensas qualidade técnicas, talento de sobra e amor a camisa verde-amarelo. Fico pensando imaginando a visão dos adversário quando veem aquele time formado por 11 craques pisarem no gramado. Ao contrário das duas últimas copas, o Brasil tem um time sem problemas de contusão, nos classificamos fácil (!), seguramente o Brasil é o melhor time da copa (sob o ponto de vista técnico, sim - nossos jogadores são os melhores !). Mas como torcedor, tenho o maior medo de acontecer exatamente o que aconteceu no final da copa de 98, aquela final que não desce a minha garganta - perdemos para um time tecnicamente inferior (França). Voltando ao jogo de hoje (o amistoso) bastou por alguns reservas e o time deslanchou foi um 4x0 simples redondo, que reflete todo o meu discurso. Uma das poucas alegrias (e bota alegria!) é ver esse time formado por sua maioria por jogadores que cresceram nos campos de várzea, no barro batido, sonhando um dia em vestir a camisa verde-amarelo da seleção. Se este titulo não ver, será uma das grandes frustações que a nação vai ver. Mas é gostoso e muito motivador sentir que temos um time virtualmente imbátivel, um time que vai amedrontar qualquer seleção que a enfrente, que temos Ronaldo (para mim, o craque do time em todos os sentidos) e Dida (senão for o melhor goleiro em atividade no mundo). Incrivel, não consigo imaginar que não seremos Campeões mais uma vez - espero que a seleção honre este meu sentimento de orgulho e de alegria. Dá-lhe Brasil!!.
Na Vitrola: Salve a Seleção - Hino Oficial (1970).
Escrito por Heleno Almeida - 19:09 PM
Ser feliz? vale a pena?


Essa eterna busca parece que nunca acaba e quando supostamente acaba, reinicia novamente?
Ontem estava conversando com um amigo por msn e ele me confidenciando que se cansava fácil de todas as namoradas que teve - uma primeira semana maravilhosa, cheia de descobertas e regada a muita paixão. Na segunda semana sentia algo estranho, como se já conhecesse a pessoa há tempos, e em menos de três de semana lá estava entediado novamente, e para a infelicidade da garota, ele rompia. Me lembro de um lindo texto escrito por Martha Medeiros (quando ainda escrevia no ALMA GÊMEAS, no TERRA) - e então, descobri que meu amigo é viciado em paixão e quando ela esfria, tudo desmorona, inclusive ele mesmo. Não foram poucas as vezes em que bebemos no shopping conversando sobre isso, e como bom amigo, sempre ouvia e aconselhava da melhor forma possível. E hoje acordei pensando extamente nisso "Ser feliz? vale a pena? como podemos ser felizes, as vezes, com tão pouco? Nesse momento me lembrei de uma conversa que tive com meu velho tio Humberto e guardo bem as palavres que ele me disse Ser feliz é saber lidar com a inperfeição, com a falha do outro e com a sua própria sem isso, relacionamento algum vai a frente, e pessoa alguma consegue equilíbrio na vida. Nunca esqueci isso. As pessoas são falhas, são regidas pelos mais variados sentimentos e muitas vezes, pelo comportamento de outra pessoa - que nos faz os mais feliz ou infeliz dos mortais. Um sorriso, um não, um aceno, um olhar atravessado... pequenos gestos que têm uma incrivel repercussão em nosso interior. Já houve dias em quem um simples contratempo profissional me deixou extremamente mal e angustiado. Nesse momento transformei aquele sentimento em "não importa" e o mandei para longe de mim e tive um maravilhoso dia - optei a gostar de mim e não odiar as pessoas e tenho conseguido "ser feliz" com essa escolha. Aprendi que certas coisas não valem a penas serem sentida ou cultivadas, como o rancor, por exemplo. Eis uma outra coisa que em breve vou comentar "escolhas", mas isso é uma outra história em breve escrevo. Enquanto isso, seja feliz com que pode ter e consigo mesmo, porque você verá que é mais que suficiente para que tudo ao seu redor seja feliz. Experimente. Um dia experimentei entendi essa frase. Minha vida mudou totalmente depois daquilo - tenho sido equlibrado, menos impulsivo e tenho movido meio mundo através de uma pequena (e imensa coisa) que se chama amizade.
Obrigado por ler meu blog
.
Na Vitrola: Goo Goo Dolls - Become (2006).
Escrito por Heleno Almeida - 19:09 PM
Crash - No Limite (2005)


Uma interessante visão sobre a intolerância, preconceito e o 11 setembro.
Não há como passar por CRASH (2005) e não sentir que a situação que vivemos a cerca dos vários preconceitos que temos na cabeça se materializam nesse filme. Merecidamente levou o oscar de melhor filme, não pelos excelentes atores, não pelo grande trabalho do diretor, não pela incrivel edição de som e trilha sonora (que em diversos momentos dão a carga emocional deste filme) - mas pela honestidade colocada nos dialogos e personagens que compôe o universo de CRASH (intolerância racial, cultural, fobias, preconceito bruto exposto no filme). A história é tão conduzida que em alguns momentos tive a impressão de ver um videoclipe (dada perfeição da fotografia e da sonoplastia). A cena mais forte do filme se dá em um salvamento (em um acidente de carro) - há anos não via uma cena tão forte quanto uma pessoa saber que precisa ser salva, mas tem fobia pela outra pessoa que a vai salvar. Um filme forte, extremamente forte no quesito realidade e ao final, nos leva a fazer uma série de questionamentos morais. Eis porque CRASH é um excelente filme é a cara da América - atormentada pelo 11 de setembro, deturpada por questões politicas e sociais. Nota 10.
Na Vitrola: Maybe Tomorrow - Stereophonics (2005).
Escrito por Heleno Almeida - 19:09 PM
Domingo, 04/12/2005
Tudo Acontece em Elizabethtown


O maior milagre é o amor, quando ele acontece em meio a tanta adversidade em nossas vidas.
Cameron Crowe é um dos diretores mais bacanas (e cool) de Hollywood - responsavel por filmes sensacionais como Quase Fomos, Vanilla Sky entre outros superfilmes "estranhos" e bem legais - o que este filme tem de incomum? A vida Real. Não é fácil tem de assumir uma responsabilidade que não é totalmente sua, e por isso ficar "mal na fita" e destruido profissionalmente e, logo em seguida perder o pai. Esse é o enredo de ELIZABETHTOWN, a viagem de uma pessoa que dava sua vida por perdida, sem valor algum - conflitos pessoais (suicidio), profissionais (demissão), familiares (morte do pai, familia dividida..) e amorosos (namorada rompendo, e eis que surgem uma bela estranha...) e tudo isso regado a uma interessante (e bacana) trilha sonora "americana" como músicas que rementem a folkrock, country e blase rock - para criar o clima perfeito ondem os personagens se desenvolvem na trama. Assista, garanto que você vai sair triste e bem mais preparado para vida. Crowe soube bem retratar o quanto a vida pode ser antagônica - entre o sucesso e o fracasso. E ha sempre lições a se tirar nesses momentos, sempre.
Na Vitrola: Ryan Adams - Come Pick Up (2005).
Escrito por Heleno Almeida - 12:25 PM
Quinta, 17/11/2005
Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro.


Eis a prova viva de há algo mais forte que exercitos, pessoas que fazem a diferença.
Há quem goste e quem odeie Steven Spielberg - uns dizem que ele exagera no drama em seus filmes, outros, que ele faz filmes piegas demais. Eu sempre pensei diferente: ele faz filme humanos. A lista de Schindler é o apice de sua carreira ao retratar de forma fideldigna a trajetória de um dos grandes industriais alemães da segunda guerra mundial, Oskar Schindler. Um homem que poderia ter virado as costas aos sofrimento do povo judeu, mas no entanto, fez uso de suas poses e salvou 1.200 almas do holocausto movido pela ignorância e ódio. Poeticamente filmado em preto-e-branco esse filme brinca com o olho do telespectador em alguns momentos (imagens com pequenos detalhes corolidos, tais como uma luz de vela ou a roupa de cadaver...) que significa uma sutileza: ele brinca com icones como esperança, terror, medo e amor. Cenas fortes, dialogos entre os personagens (o suborno, recurso frequente adotado por Schindler na maquina alemã de destruição), e o sofrimento... o sofrimento descadeado pela selvageria irracional que moveu o III Reich a exterminar 6 milhões de judeus. Um filme magnifico, sério e muito comovente sobre um homem que sozinho conseguiu manter 1.200 almas vivas quando ninguem mais consegueria.
Você teria feito o que ele fez?
Veja o filme A LISTA DE SCHINDLER, baseado em fatos reais com direito um mini filme regido por Spielberg, no qual alguns sobreviventes (que conheceram Schindler) dão testemunhos reais do que foi a II Guerra Mundial.
Na Vitrola: John Willians - List of Schindler Theme (1993).
Escrito por Heleno Almeida - 00:09 AM
Segunda, 29/09/2005
A Mtv terá pirado?


Ás vezes precisamos rever nossos conceitos...
Era manha de sexta-feira e eu estudando, pesquisando e preparando a aula de sexta (final de semana chegado, vai ser sossegado, penso) e liga a tv na Mtv, e justo na hora que esta rodando o Video Clash (uma especie de termomêtro musical para a programação da casa, um excelente programa com fins de pesquisa amostral...), mas enfim, vejo o embate "quebrando tudo"... clip do Nirvana (I Know You Right) versus Avril Lavigne (Don´t Tell Me). Eu pensava "barbada, Nirvana ganha" - no começo ate o pensamento funcionou, mas depois foi so derrota, e por fim perdeu de 56% a 44% Eu pensei "a Mtv pirou, a audiência ta louca? ate cheguei a pensar em manipulação do resultado. Ja meio pragejando, vi o clipe -> pasmem, a música é boa, o clipe é bacanosso e julguei sendo lixo. E sabe, gostei da música dessa garota que ao me ver cada vez conquista o seu espaço ao ouvir a música, imagino-a daqui ha uns 5 anos sendo a nova Sheryl Crow (a danada tem voz, presença de video e letras, apesar de um pouco passionais e tristes). Hoje é tida como a cantora numero 1 do publico teeen, mas imagino que isso não va durar: ela vai alcançar vôo ruma a uma carreira estratosférica. Seus shows no Brasil ja provam ao que veio: o maior publico do ano em todas as capitais que esteve - fruto de se ultimo cd " Under My Skin" que soa quase um monologo pessoal de qualquer adolescente. Agora fiquei pensando: quando a Mtv vai me chamar para escrever criticas sobre cds e dvds? viajei neh? . Abraço a todos.
Na Vitrola: Avril Lavigne - Don´t Tell me (2005).
Escrito por Heleno Almeida - 19:13 PM
Sexta,
23/09/2005
Uma
música e várias lembranças...


Para cada momento da vida, sempre há uma música-tema aquela música que "desmonta" até o mais duro dos homens...
Era um daqueles dias quentissimo que só quem vive em Manaus
sabe - 40 graus a sombra, trânsito infernal e todos doidos para chegar,
na faculdade ou mesmo se divertir em algum lugar. Eu me encaixo no ultimo
caso, fui passear com a esposa, comer e aproveitar o tempo livre em meio á
loucura de nossos dia-a-dia... eu dando aula e ela ralando nos numeros. +)
E cai na bobeira de ir a uma loja de DVDs e CDs e encontrei um DVD extremamente
raro e de muito significado pessoal para mim: Chicago: 1982-1991. Uma das
musicas contidas nesta copilação me lembrou de épocas
especiais de minha vida: primeiro, beijo, sofrimentos, a primeira desilusão
-e também me lembrou de coisas boas, pessoas marcantes em minha vida
e de situações que edificaram esse homem que sou hoje.+) uma
das lembranças que mais tenho (e lembro com muito orgulho!) era o fato
de eu não ter um radinho se quer, o ex-namorado da minha irmã
me emprestava e eu passo as noites de domingo feliz da vida ouvindo baladas
e pensando no armor. Era um ufanista convicto - nunca fui tão feliz
e contente. É bom lembrar disto, e bom saber que isto aconteceu e eu
lutei - de todas as formas que alguém pode lutar para ter seu lugar
ao sol, eu lutei - e nunca precisei puxar o tapete de alguém. Semana
que vem, escrevo mais - esse final de semana, o bar me espera. E sempre há
uma música-tema: para nossa alegria ou para nossa tristeza, mas que
seja só uma lembrança. Abraço a todos.
Na Vitrola: Chicago - Will Still Love Me (1986).
Escrito por Heleno Almeida - 19:13 PM
Quarta,
21/09/2005
Awake
Me Up When September Ends...


Quando o 11 de setembro de 2001 terá um fim ?
Green Day sempre esteve rotulado como um grupo que não abordava
temas sérios e seu punkrock era considerado lixo por muitos xiitas,
exatamente ao contrário do multiplatinado Bad Religion - uma banda
extremamente politizada que usou sua música como forma de protesto.
Mas em American Idiot (2004), GD deu a volta por cima (e que volta!) em um
clipe que reacendeu o debate sobre o serviço militar americano - nele
se expressa a dor das familias, jovens despreparados para lidar com a morte,
ou seja, o proprio reflexo do 11/09/2001na cultura americana. O clipe retrata um jovem americano
que acredita esta fazendo a coisa certa (poderia ser considerado o "american
idiot" do cd), evocando conceitos nacionalistas - infelizmente sem o tom politico, porém sentimental. Um clipe rodado em formato
cinerama, muito bem produzindo, filmado e editado. Causa impacto - quanto
mais jovens ao verem esse clipe não mudaram de idéia quanto ao
serviço militar? eu não sei, mas é um inicio. Falando sobre a ótica de pais e amigos, a idéia sobre onde seus filhos (e amigos)
estão sendo mandados - é um estopim daqueles que até
quem não americano reflete ao ver a narrativa visual. Um dos melhores
clipes do ano que passa uma mensagem muito sutil entre a guerra e o amor, e os EUA vivem um pesadelo -
quando 11 de setembro de 2001 terá um fim?
Na Vitrola: Green Day - Awake Me Up When September Ends (2005)
Escrito por Heleno Almeida - 22:39 PM
Segunda, 22/08/2005
Em Boa Companhia


Mais um excelente filme que prova que nem tudo está perdido, ainda existem boas e interessantes histórias no cinema, tão reais quanto as que vivemos.
É fato. Pensei estar indo ver uma comédia daquelas em que o pai ciumento cerca sua filha e o pobre pretendente sofre na mão do patriarca. Mas para minha felicidade (e surpresa positiva) o filme toma outro rumo: o do embaraçamento das relações pessoais e profissionais. A vida não é fácil, ser presidente do setor de vendas de uma revistas de esportes e no outro dia perder seu cargo para alguem que poderia ser seu filho (algo muito comum nas grandes corporações mundiais) - até ae tudo bem, é fácil deduzir o caminho que a história vai tomar, mas não, os roteristas aprofundam ainda mais o ambiente que envolve pessoas. Há cenas de forte impacto emocional, como a que Dan Forreman (Denis Quaid) tem que demitir seus dois grandes amigos de longa data, um deles recebe o comunicado com revolta, o outro, com compreensão de que a coisa não é pessoal, e justamente esse personagem dá uma enorme carga emocional a cena, ele quase chora ao agradecer ao amigo (que lhe informa sua demissão) por todos os anos que trabalharam juntos. Essa é aura do filme: Sensivel e tocante. Forma-se um par romântico interessante, e um final deveras diferente que prova que o roterirsta deste filme, Paul Weitz (e é um dos grandes de Hollywood) realmente tem um tino para escrever filmes humanos, honestos, reais (em histórias factiveis) e nos dão um presente embrulhado nesse filme: as empresas muito mais que números e gráficos, são pessoas. Não produtos descartaveis com prazo de validade. Essa é sua principal mensagem. Se você leu esse post, vá ao cinema e veja esse filme, bons filmes no cinema estão escassos. Até a proxima.
Na Vitrola: Iron and Wine - The Trapeze Swing (2005)
Escrito por Heleno Almeida - 00:07 PM
Quarta, 25/05/2005
Quem é o vilão e quem é o mocinho?


Darth Vader foi humanizado no Star Wars III ?
Desde moleque sempre curti a série Star Wars - admirava Darth Vader porém o odiava por toda maldade e destruição que havia feito durante os três filmes. Era mal e impiedoso. Ao ver o novo Star Wars III entendi finalmente como ele se transformou em Darth Vader, e como um homem atormentado, confuso e sem esperanças pode fazer merda. Odeio George Lucas, ele transformou Darth Vader na essência de seu alterego: Anaki Skaywalker. O cara confuso, que sempre desejou o poder e por manipulação emocional se tornou mal. A única coisa que poderia salva-lo do lado negro era o amor (por desejar que a mulher que amava não morresse... traiu os cavaleiros Jedi, juntando-se ao lado negro da força)... um desfecho magnfico para o grande filme de todos os tempos. Minha idéia sobre Darth Vader mudou - de vilão a homem atormentado. No amor encontrou a redenção de seus pecados ao matar Darth Sidious e salvar Luke, e na morte cinematografica, a eternidade das telas do cinema como o mais impiedoso e humano dos vilôes. Não é o mocinho, mas a própria essência de Star Wars - o conflito entre o bem o mal dentro dele deu o tom de toda a série.
Nota 10 ao filme. O melhor da nova trilogia.
Na Vitrola: Star Wars III Soundtrack (2005).
Escrito por Heleno Almeida - 10:23 PM
Segunda, 23/05/2005
Viva o que é bom.


Não é Coca-Cola, mas é isso ae .
Adoro as campanhas da Coca-Cola porque elas sempre procuram tocar no fundo mais intimo das pessoas - associando o produto a aspectos positivos, marcantes... passei perto a um local que tinha essa propaganda estampando e fiquei pensando... "viva o que é bom"... por alguns instantes lembrei de momentos que marcaram minha vida, pessoas, situações, lugares e um sorriso no canto da boca apareceu. Meu sábio tio ja havia me dito que a vida é para ser vivida de forma intensa, honesta e sempre se pensando nas consequencias de nossos atos (e na das pessoas que nos circundam) e sempre tirar o lado bom. Tambem pensei que na vida, poucas vezes realmente estamos no controle de nossas vidas, de nossos sentimentos e se formos parar para pensar nisso, não saimos do lugar - sim, ter responsabilidade e ser adulto, as vezes dá medo (!) Viva o que é bom: amizades, carreira, amor, doe-se. A campanha da Coca-Cola retrata exatamente essas palavras que mencionei e soa como um aviso as pessoas - extremamente positiva.
Na Vitrola: Stop The World - Goo Goo Dolls (1993).
Escrito por Heleno Almeida - 09:43 PM
Quarta, 30/03/2005
Nunca perca a oportunidade de dizer algo que motive alguém a dar o melhor de si...


Nunca negue a mão, a uma mão estendida por necessidade, nem feche seus olhos.
Costumeiramente em minha vida, sempre tive desilusões com as pessoas - gente falsa, manipuladora, infeliz e até invejosas. Tambem encontrei varias pessoas boas, felizes consigo mesmas que me ensinaram que a vida quando esta uma M* é preciso se auto-motivar, tirar forças de onde não se tem, e ter paciencia. Sim, ter paciencia porque nao chove para sempre, nem existe mal que dure para sempre, e fazer o bem nunca é demais. Recebi um email de uma pessoa amiga que me disse ter problemas em seu relacionamento, como bom amigo ouvi, aconselhei - mas em momento algum não indiquei qual caminho tomar, apenas falei das implicações - e de como as escolhas acabam por nos exigir cobranças e nos geram insatisfação. E naquele momento em que a pessoa me retratava toda sua dor, seu abandono pela alegria da vida e do amor. Simplesmente escrevi que aquele momento apesar de triste, serviria para o seu amadurecimento pessoal e profissional. Não existe situações 100% ruim, e que as lagrimas secariam, e era preciso esta pronto as mudanças, as novidades e a coisa que faz esse mundo girar: o amor.
No final do meu texto, que logo enviei por email - fiquei incrivelmente pensativo, outrora eu precisava destas mesmas palavras de reconforto e esperença. Lembrei-me em que nesse momento, muita de minha força espiritual e pessoal me abandonara... durante pouco mais de quatro meses, eu não existi... foi um periodo duro que me ensinou coisas valiosas, que ate hoje trago comigo... e que me moldou profundamente... com precisei de palavras amigas, e pouco as encontrei nas pessoas... e hoje fiz que deveriam ter feito a mim naquele momento, disse as palavras certas e mais honestas possiveis sobre a situaçao e disse ser possivel voar... voa com o espirito, voa com a liberdade e com o coração. Uma dia a alma sossega, o coração se reconforta, e o amor acontece... sim, amor sempre acontece a quem o procura. Não desista nunca!
Na Vitrola: Here Is Gone - Goo Goo Dolls (2002).
Escrito por Heleno Almeida - 00:10 PM
Sexta,
28/01/2005
Um dia
me disseram que as nuvens não eram de algoodão, um dia me disseram
que os ventos as vezes erram a direção...




Nada melhor para comemorar um aniversario do que lembrar de
nossas vidas...
É engraçado quando uma bela lembrança da infância
nos vem a cabeça quando ouvimos uma musica antiga +) Lembrei-me dos
idos tempos de colegial (atual ensino médio), da farra que era, das
amizades maravilhosas (que por afastamento, não pude manter), das minhas
longas tardes de nariz no livro (tentando descobrir porque sentia certas coisas
e tentando achar explicação para outras...), da dureza que era
minha vida (estudar, querer ter um lugar ao sol...), dos passeios emocionantes
(quando sai a primeira vez de Manaus para uma cidade do interior, de buzão...),
em lembrar de quanto eu andava olhando as coisas ao meu redor, de um tempo
que eu não bebia por achar que cerveja amarga (vai entender, agora
amo cerveja), do tempo que eu curtia uma roda de violão com os amigos
(e cantar rock nacional dos anos 80...), da epoca em que percebi que o mundo
era muito mais que meu quarto, das inumeras vezes que corri riscos por amar
(sim, quebrei a cara varias vezes), Das inumeras vezes que me senti péssimo
pelas decisões que tomei (ser egoista, por exemplo), da minha ingenuidade
em pensar que ao fazer 18 anos minha vida melhoraria (ao contrario, ela me
exigiu mais responsabilidade....), banda de rock que mais me marcou nesse
perido foi Engenheiros do Hawaii (as musicas era superbem escritas...).
Enfim, grandes momentos que me fizeram sofrer, crescer, pensar, chorar e refletir
sobre a vida. Onde, Como e Onde cheguei sendo que sou. Em alguns momentos
tomei decisões erradas, em outros, foram acertadas.
Me sento na frente do home theater, ponho um DVD, ligo o som.. e um sorriso
sai do canto de minha boca - e vejo dezenas de fotos que me dizem que sim.
Na Vitrola: Somos Quem Podemos Ser - Engenheiros do Hawaii (1988).
Escrito por Heleno Almeida - 00:06 PM
Sexta,
24/12/2004
Basta
uma música...



Ouvi hansons (e lembrei de momentos legais de minha vida),
será que vou ser zuado?
Acho engraçado. Ouvir Hansons, uma das "teen bands"
mais famosas do final da decada de 90... mmm bop (aquela musica pegajosa)
ou Where´s the love (essa eh legal!) e muita gente ja perguntou: "O
que você viw neles? são muito sem graça"... sempre
digo que lembra um momento muito bacana (e lembra mesmo!), mas lá no
fundo eu gosto mesmo é porque as letras, as melodias... são
bobas, bonitas, positivas, pensativas (sim! algumas são "cabeça"!)
e falam sobre duvidas, amor, pensamentos - coisas que pessoas normais passam
(até os adultos, antes que as más linguas comentem algo!). Também
é muito engraçado (para não dizer estranho....) vê-los
crescidos, bem-sucedidos (eles tem sua proprio selo musical, tal como o Bryan
Adams) e ainda conservam o mesmo espirito com o que fizeram o primero cd deles...
e de alguma maneira, me sai um sorriso do canto da boca... eu tambem prosperei,
terminei a faculdade, pos-graduação, emprego, amor, e estou
em um momento bom de minha vida - posso não ter ganho milhôes,
não ter criado o meu proprio selo musical... mas sinto tão realizado
quando estres três rapazes contando no video de minha tv de 29"...
crescer é isso - é perceber que apesar da dureza da vida, dos
erros, tropeços... aquela mesma criança.. com todas as duvidas,
sonhos, e maneiras tolas - ainda habita dentro de nós. Basta um momento
de lembrança, de alegria para que a vida lembre de quem realmente somos.
As vezes basta uma música...
Na Vitrola: Hansons - If Only (2001).
Escrito por Heleno Almeida - 00:10 PM
Segunda,
13/12/2004
Peixe Grande
...




Uma das maiores lições que podemos tirar da vida
é que as fantasias a tornam um lugar mais lindo e agradavel de se viver.
Odeio Tim Burton (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Eduard
Mãos de Tesoura... ) porque ele tem o incrivel dom de misturar o sobrenatural,
ao humor, a fantasia e a tristeza. No filme Peixe Grande (2003) ele me deu
um dos grandes presentes que um cineasta pode dar as seus admiradores - a
sensação de realidade por meio de uma historia baseada em fantasia...
Edward Bloom foi um homem de grandes sonhos, paixôes e historias inesqueciveis,
tão grandes quando o ser que ele próprio é. Porem continua
sendo um mistério para o seu cético filho, que tentar no decorrer
do filme montar o quebra-cabeça que é seu pai. Uma bela historia
de fantasia, de bons sentimentos (como amizade, autrismo, compaixão...)
Engoli seco no cinema, vi umas meninas molhadas de lágrimas - comprei
o DVD e engoli seco novamente, os 15 minutos finais do filme quando seu filho
percebe quem realmente é seu pai e lhe conta uma história valem
cada centavo que gastei para ver (e comprar) o DVD. Impossivel não
se emocionar como uma historia tão humana, apesar de cercada de fantasia
e beleza. Afinal, o que seria da vida sem a fantasia e historias que nossos
pais nos contam? Fantasia e amor são os ingredientes desta historia
maravilhosa, e fantasia, é o ingrediente certo para se ter sonhos e
se progredir na vida. Tom Burton sabe trabalhar com a fantasia e sensiblidade
das pessoas na medida certa. E Isso, é quase magia.
Na Vitrola: Eddie Veder - Man Of The Hour (2003).
(Ps. Deixo aqui um bjo para Lú, minha incondicional amada - por seu
aniversário - te amo.)
Escrito por Heleno Almeida - 02:32 PM
Sexta,
28/05/2004
O que é Ser imortal?


Um belo texto que inspirou minha adolescencia, e que até
hoje inspira as minhas idéias sobre o que é ser realmente importante
para alguém.
Os imortais
| Leo Jaime |
De que tamanho são as emoções? Só há um
jeito: vivê-las. Cada dia é uma coisa nova e diferente que acontece
e a gente quer que todas as elas sejam especiais, inesquecíveis, e
a única coisa imperdoável é sentir que a vida está
deixando a gente fora desse parque de diversões emocional em que a
juventude parece viver. Durante um certo tempo.
Escrito por Heleno Almeida - 10:34 PM
Quinta,
20/05/2004
Pensa
como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples | Aristóteles
|


O covarde só ameaça quando esta a salvo. | goethe
|
Sempre me espelho nesses dois pensamentos quando leio um post mal-educado
de alguem que pensa (e julga, pasmem) me conhecer. Gente que não tem
a capacidade de pensar, sentir ou escrever algo que se orgulhe de feito, gente
sem personalidade, sem amor próprio com um imenso vazio - muitas vezes
decorrentes de nós mesmos, com nossas atitudes, como aquela vez em
que ignoramos alguem sem querer e a pessoa criou rancor, ou das vezes que
contamos uma piada e alguem se ofende, ou mesmo da vezes que alguem nos azara
e não damos bola - sim, dói ser rejeitado, ser ignorado e não
ter a atenção daquela pessoa que tanto queremos um "Oi"...
mas alimentar um sentimento como este, a ponto de difamar alguem, ficar no
pé, fica azucrinando alguem por isso... é doentio - é
sinal que no fundo, lá no fundo existe uma mágoa que consome,
que dói, que incomoda quando a pessoa, objeto desse sentimento, se
dá ou escreve algo que você gostaria que ele lhe fizesse e não
faz. E com um profundo pensar digo o que falei em outro post: "A vida
não fácil, sentimentos não são faceis - mas alimentar
um sentimento de magoa pode destruir quem o cultiva, dilarecerar a alma e
por fim, torna-te-a tão amarga quanto o sentimo que nutre. Eu paritcularmente
não alimento sentimentos como esses, porque no fim se mostram uma doença
que corrooi a principal coisa que pode nos tornar feliz: aceitar que nem sempre
podemos ter o que queremos. E fim de papo.
Escrito por Heleno Almeida - 00:45 PM
Quarta,
19/05/2004
Mulheres
inspiradoras...


A cada poesia, a cada música, há uma mulher desejada.
Mulheres fonte de inspiração, dor, alegria, paixão,
tesão, saudade, desejo, viver, querer, perder o juízo, olhar,
pensar, desistir, fugir, amar. sofrer, aprender, entender o que desejamos.
A musica da Cassia Eller transmite bem todas essas palavras que citei e muito
mais.
A Luz dos Teus Olhos
Cassia Eller
Ponho os meus olhos em você
Se você está
Dona dos meus olhos é você
Avião no ar
Dia pra esses olhos sem te ver
É como o chão do mar
Liga o radio a pilha a tv
Só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora
Os meus olhos vidram ao te ver
São dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder
Melhor te enxergar
Luz nos olhos para anoitecer
É só você se afastar
Pinta os lábios para escrever
A tua boca em mim
Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a lua irradia a gloria
E eu te chamo
Eu te peço vem
Diga que você me quer
Porque eu te
Quero também.
Escrito por Heleno Almeida - 01:55 PM
Sexta,
14/05/2004
Nada é para sempre... mas pode durar um pouco mais, não é?


A hora de fechar o livro parece ainda não ter chegado.
Não pensei que minhas palavras fizessem tanta diferença, mas
fico feliz de saber que algumas pessoas (que me importam muito) aprovam o
que escrevo e penso - nos ultimos dias de silencio, recebi manifestações
de desagrado com relação a minha decisão de fechar este
blog... emails, comentarios no post, amigos que encontrei na rua, até
telefonemas no celular recebi me pergutando porque diabos eu estava querendo
fechar este blog. Pode parecer até que estou reclamando, mas não
estou - estou valorizando a reativação deste blog, porque é
uma coisa que me dar muito prazer... em pensar, refletir, escrever e ter a
sensibilidade de escrever algo que vá inspirar, ajudar ou mesmo dar
uma luz sobre tantos problemas que envolvem a vida das pessoas. Ao contrário
de tantos outros blogs sempre escritos em primeira pessoa, aqui eu o penso
na terceira pessoa: nós. O blog está reativado.
Escrito por Heleno Almeida - 07:00 PM
Segunda,
10/05/2004
Nada é para sempre...


É hora de fechar o livro e escrever novas histórias.
A partir deste dia, esse blog acaba. Com um saldo muito positivo, mas preciso
tocar mnha vida profissional e pessoal de outra maneira. A mudança
é necessária, novos projetos e estilo de vida mudando. Mas uma
vez agradeço a todos que visitiram, enviaram email e torceram por mim,
em aberto ou secretamente. Fiquem bem.
Escrito por Heleno Almeida pela ultima vez - 14:10
PM
Quarta,
05/05/2004
Será que realmente crescemos?


Uma coisa é certa, por dentro sempre seremos crianças.
Fabio Hernandez
Você é um menino. Treze, catorze anos. Inseguro, tímido. Começa a se interessar
pelas mulheres. E não vai demorar para perceber que mulheres e problemas aparecem
juntos em sua vida. Você não sabe lidar com o mundo novo no qual está entrando.
Sua voz está mudando. Os pêlos estão aparecendo. O futebol já não é seu único
interesse. Aparecem os primeiros bailes. Você não sabe direito que roupas
escolher. As sugestões da sua mãe lhe parecem horríveis. Mãe nunca acerta
na roupa do filho, uma lei tão velha e tão eterna quanto as estrelas do céu
e as ondas no mar. Ser criança era muito mais fácil.
E então você olha para os garotos um pouco mais velhos. Eles estão nas classes
um ou dois ou tres anos mais velhas que a sua. Seu olhar mistura admiração
e inveja. Eles parecem tão seguros. Tão confiantes. Alguns ameaçam um bigode,
uma barba. A voz já está definida. E as meninas da sua classe estão apaixonadas
por eles, não por você. Eles são mais altos que você. Já devem até ter dormido
com alguma menina. E você jamais viu uma mulher nua que não fosse sua mãe
ou não estivesse numa revista. Eles se libertaram daqueles programas sem graça
com a familia. Mas seu dia chegará. Os dias hão de passar. Você vai crescer
e seus problemas desaparecerão. Você será um homem firme, forte, como os caras
mais velhos.
E eis que você é como eles. Os caras maiores que você via de longe. Você imaginava
que sua vida seria outra. Mas não é bem assim. Você cresceu, sua voz engrossou.
você até viaja sozinho, sem os pais, com os amigos. A virgindade ficou para
trás, mas você já percebeu que o sexo não é o fenômeno extraterrestre que
você pensava ser antes de experimentá-lo. É bom, às vezes muito bom, algumas
vezes ótimo. Mas não é coisa do outro mundo. A terra não treme sempre ao fazer
sexo, ao contrário do que você sonhava. Você já é um homem. Ou quase um homem.
E pensava que a segurança máscula viesse com o tempo, com a mesma naturalidade
com que a terra se molha quando vem a chuva. Mas não.
Seu dia chegará
E então você olha para os homems feitos. Formados, empregados. Alguns casados.
Eles, sim, são os típicos homens. Basta olhar para o andar seguro, o olhar
firme. Eles não têm dúvidas, não têm medos como você. Os mais ricos têm carros
chiques. Pagam com cartão de crédito, e não com o dinheiro pedido a seu pai,
como você. Uns vestem gravatas que devem valer duas mesadas suas. Alguns têm
um cartão em que estão escritos o nome e o cargo. Nada parece ser capaz de
abalá-los Eles não sentem vontade, nas noites mais escuras, de pedir um refúgio
na cama dos pais. Você sente, às vezes. Seja honesto: você fez isso outro
dia.
Seu dia chegará. E chegou. você se formou. Arrumou um emprego promissor. Tem
um cartão profissional. O carro podia ser melhor, mas é bom. Tem ar-condicionado
e som. O namoro é firme. Deve terminar em casamento. Seu armário tem até um
blazer Armani que você comprou num momento de entusiasmo e desvario. Mil reais.
Você parece o cara mais seguro do mundo, como todos os seus colegas e amigos.
Mas só parece. Lá dentro continua uma criança, como todos os seus colegas
e amigos. Todos disfarçam bem. Todos aprenderam que ser homem é ser forte.
Você queria gritar socorro, mas não convém demonstrar fraqueza. Você queria
se abrigar no colo de seu pai, mas ele já não está lá. E então você ri, porque
a vida é mesmo engraçada, repleta de crianças fingindo-se de homens até o
último dos dias.
Escrito por Heleno Almeida - 02:25 PM
Terça,
04/05/2004

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Hoje me peguei conversando com uma amiga sobre MARCAS que as
pessoas deixam nós - algumas sao lindas, outras tristes e permanecem
mais tempo do que deviam. Ouvindo esta musica do MATCHBOX20 me animou de uma
maneira diferente... é sonoramente linda e a letra lindissima... temos
que trazer para a vida o melhor das "marcas" que ficaram em nós
- o primeiro bjo, aquele final de semana inesquecivel com a pessoa que amamos,
aquele aniversario bem legal,
aquele filme memoravel, aquela festona, e aquela viagem para o centro do Brasil...
que as marcas boas permaneçam eternamente em nossas memórias...
lembrar é viver tudo de novo, portanto, lembre das alegrias. Sempre.
The Burn
Matchbox20
Leaving but I couldn't even get outta bed
I'm hangin' cause I couldn't get a ride outta town
Now anyone who really wanted me to be down
Come 'round
Singin' but I couldn't remember all of the words
Breakin' but I couldn't get the pieces apart
Laughin' never knowing what the joke was about
And I wonder how I never got the burn
And if I'm ever gonna learn
How lonely people make a life
One strain at a time
Everything and everyone I needed before
Tryin' to get a handle on a reason to shine
Pickin' up the pieces that are falling behind takes time
And if I'm ever gonna learn
How lonely people make a life
One strain at a time and still shine
And if I'm ever gonna learn
How lonely people make a life
One strain at a time
And if I'm ever gonna learn
How lonely people make a life
One strain at a time and still shine
Escrito
por Heleno Almeida - 11:12 PM